Solidão, solidão… Era só o que havia em torno de mim, dentro em mim. Era como se eu morasse numa cidade que pouco a pouco, fosse ficando deserta. Algum tempo mais, não haveria ninguém para regular sinais luminosos nas esquinas, dar corda aos relógios, velocidade aos bondes, carne, pão e fruta às casas. De resto, para que bondes, relógios?…
— Carlos Drummond de Andrade